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1. Em processo eletrônico que tramita em vara cível, após a conclusão dos autos para sentença, a serventia deixou de observar a ordem cronológica prevista no CPC, realizando conclusão prioritária sem decisão judicial específica, sob o argumento de que se tratava de processo antigo e de maior complexidade. Posteriormente, a parte contrária alegou nulidade do julgamento, sustentando violação à ordem legal de tramitação. À luz do CPC e do Código de Normas da CGJ/RJ, é correto afirmar que:

Gabarito: Letra D.

Ruído:

  • Antiguidade e complexidade do processo.
  • Atuação administrativa da serventia.

Núcleo decisório:

Exigência de decisão judicial fundamentada para quebra da ordem cronológica.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar regra da ordem cronológica.
  2. Verificar exceções legais.
  3. Exigir decisão expressa e fundamentada.

Palavras-gatilho:

  • ordem cronológica
  • conclusão prioritária
  • sem decisão judicial

Base normativa literal:

Art. 12, §2º, CPC: A lista de processos aptos a julgamento deverá ser permanentemente disponibilizada, sendo permitida a alteração da ordem apenas por decisão fundamentada.
    

Por que o gabarito é esse:

A quebra da ordem cronológica somente é válida quando autorizada por decisão judicial fundamentada.

Por que as outras estão erradas:

  • A) Nulidade depende de análise e prejuízo.
  • B) Serventia não tem discricionariedade.
  • C) A ordem vincula todo o serviço judiciário.
  • E) Antiguidade não é exceção legal.

Erro típico FGV:

Confundir exceção administrativa com discricionariedade da serventia.

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2. Durante inspeção ordinária realizada pela Corregedoria-Geral da Justiça, verificou-se que determinada serventia judicial vinha deixando de registrar corretamente movimentações processuais, gerando inconsistência entre o andamento real do processo e o sistema eletrônico. Segundo o Código de Normas da CGJ/RJ:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • Inspeção ordinária.
  • Sistema eletrônico.

Núcleo decisório:

Dever funcional de registro fiel das movimentações processuais.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar dever administrativo.
  2. Verificar consequência funcional.

Palavras-gatilho:

  • registro de movimentações
  • inconsistência

Base normativa literal:

Código de Normas CGJ/RJ: é dever da serventia manter atualizados e corretos os registros processuais.
    

Por que o gabarito é esse:

A omissão no registro correto viola dever funcional expresso.

Por que as outras estão erradas:

  • A) A falha compromete controle e transparência.
  • B) A responsabilidade não é exclusiva do juiz.
  • D) A correção é dever de ofício.
  • E) Não há acionamento automático do CNJ.

Erro típico FGV:

Minimizar falhas administrativas como irrelevantes.

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3. Em processo físico excepcionalmente em trâmite, constatou-se atraso injustificado na carga e devolução dos autos à serventia por servidor responsável, sem comunicação formal do ocorrido. À luz do Código de Normas da CGJ/RJ, é correto afirmar que:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • Processo físico excepcional.

Núcleo decisório:

Atraso injustificado e ausência de comunicação configuram infração funcional.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar dever de guarda e devolução.
  2. Verificar ausência de justificativa.

Palavras-gatilho:

  • atraso injustificado
  • sem comunicação

Base normativa literal:

Código de Normas CGJ/RJ: o servidor é responsável pela guarda e devolução tempestiva dos autos.
    

Por que o gabarito é esse:

O descumprimento do dever funcional caracteriza infração administrativa.

Erro típico FGV:

Tratar atraso funcional como mera irregularidade sem consequência.

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4. O juiz determinou o desentranhamento de petição protocolada fora do prazo legal, sem prévia oitiva da parte. Considerando o CPC e as normas administrativas:

Gabarito: Letra C.

Base normativa literal:

Art. 9º, CPC: Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida.
Art. 10, CPC: O juiz não pode decidir com base em fundamento sobre o qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar.
    

Erro típico FGV:

Validar ato judicial sem contraditório prévio.

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5. Durante a tramitação de processo que corre em segredo de justiça, a serventia permitiu acesso a terceiros não autorizados. À luz do Código de Normas da CGJ/RJ, essa conduta:

Gabarito: Letra C.

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6. O extravio temporário de autos físicos em serventia judicial exige, nos termos do Código de Normas:

Gabarito: Letra B.

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7. Advogado requereu vista dos autos fora da serventia, sem carga rápida autorizada. Segundo o Código de Normas CGJ/RJ:

Gabarito: Letra C.

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8. O juiz concedeu prioridade de tramitação a processo que não se enquadrava nas hipóteses legais. À luz do CPC e do Código de Normas:

Gabarito: Letra C.

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9. Durante correição, apurou-se que a serventia alterava classes processuais sem decisão judicial. Essa prática:

Gabarito: Letra C.

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10. A parte alegou nulidade processual fundamentada exclusivamente em descumprimento de norma administrativa da CGJ, sem demonstração de prejuízo. Nesse caso:

Gabarito: Letra B.

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11. Resolução do Órgão Especial do TJRJ tem por finalidade principal:

Gabarito: Letra B.

Ruído:

  • Tentar “subir” a resolução ao nível de lei (processo) ou Constituição.
  • Confundir organização interna com criação de direitos fundamentais.

Núcleo decisório:

Finalidade típica de resolução interna: disciplinar funcionamento e organização administrativa do Tribunal.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar a espécie normativa (“resolução” interna do Tribunal).
  2. Separar: norma interna de organização × lei processual.
  3. Marcar a alternativa que aponta disciplina administrativa interna.

Palavras-gatilho:

  • Resolução
  • Órgão Especial
  • finalidade
  • organização administrativa

Base normativa literal:

(TEXTO LITERAL DO REGIMENTO INTERNO/ATO NORMATIVO DO TJRJ SOBRE A NATUREZA E FINALIDADE DE RESOLUÇÕES INTERNAS NÃO FOI FORNECIDO NO ENUNCIADO.
AO COLAR NO SEU BANCO, INSIRA AQUI O DISPOSITIVO REGIMENTAL/RESOLUTIVO CORRESPONDENTE.)
    

Por que o gabarito é esse:

Resolução interna do Tribunal serve para organizar e disciplinar rotinas/estrutura interna, não para legislar sobre processo nem para inovar em direitos fundamentais.

Por que as outras estão erradas:

  • A) “Legislar sobre processo” é função legislativa; resolução interna não substitui lei processual.
  • C) Nenhum ato interno altera a Constituição.
  • D) CPC é lei federal; não é substituível por resolução interna.
  • E) Direitos fundamentais decorrem da Constituição e do sistema normativo superior, não de resolução interna.

Erro típico FGV:

Confundir “resolução” (ato interno de organização) com “lei” (norma geral com hierarquia e competência legislativa).

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12. O descumprimento de norma regimental:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • Ideia de nulidade automática (“sempre”).
  • Ideia de irrelevância total (“nunca importa”).
  • Transferência indevida do tema para o CNJ como “exclusivo”.

Núcleo decisório:

Descumprimento regimental não implica, por si só, nulidade automática: a invalidação depende de demonstração de prejuízo (lógica “pas de nullité sans grief” aplicada ao contexto do ato).

Mapa de decisão FGV:

  1. Notar os absolutos: “sempre”, “irrelevante”, “exclusiva”, “irrecorrível”.
  2. Selecionar a alternativa que condicione invalidação a prejuízo.
  3. Marcar C por ser a única com critério de controle (prejuízo).

Palavras-gatilho:

  • descumprimento
  • norma regimental
  • prejuízo
  • invalidação

Base normativa literal:

(TEXTO LITERAL DO DISPOSITIVO REGIMENTAL ESPECÍFICO NÃO FOI FORNECIDO NO ENUNCIADO.
AO COLAR NO SEU BANCO, INSIRA AQUI O TRECHO DO REGIMENTO INTERNO DO TJRJ SOBRE CONSEQUÊNCIAS DO DESCUMPRIMENTO REGIMENTAL, OU O DISPOSITIVO INTERNO CORRELATO.)
    

Por que o gabarito é esse:

A FGV cobra leitura institucional: regra interna pode gerar invalidação do ato quando houver impacto concreto (prejuízo), mas não cria nulidade automática em qualquer cenário.

Por que as outras estão erradas:

  • A) “Sempre” é exagero: nem toda infração regimental gera nulidade.
  • B) Regimento disciplina competência/forma; não é “irrelevante”.
  • D) CNJ controla administrativamente, mas não é “matéria exclusiva” em todo caso.
  • E) Não há regra geral de irrecorribilidade pelo simples descumprimento regimental.

Erro típico FGV:

Marcar nulidade automática (A) porque “norma foi descumprida”, sem passar pelo filtro do prejuízo.

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13. Servidor do TJ-RJ utilizou informações internas para beneficiar terceiro em processo judicial. À luz do Estatuto dos Servidores e das normas éticas:

Gabarito: Letra B.

Ruído:

  • “Beneficiar terceiro” pode induzir o candidato a buscar “prejuízo” como requisito.
  • Alternativas com “apenas advertência” e “não enseja PAD” tentam minimizar a gravidade.

Núcleo decisório:

Uso indevido de informação interna viola deveres funcionais (probidade, lealdade, sigilo/uso correto da informação) e padrões éticos, sendo passível de apuração disciplinar.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar conduta: uso de informação interna para favorecimento.
  2. Classificar: violação de dever funcional + violação ética.
  3. Rejeitar alternativas que condicionam a prejuízo ou minimizam sanção.

Palavras-gatilho:

  • informações internas
  • beneficiar terceiro
  • infração funcional
  • normas éticas

Base normativa literal:

(TEXTO LITERAL DO DISPOSITIVO DO ESTATUTO/REGIME DISCIPLINAR APLICÁVEL AO SERVIDOR DO TJ-RJ NÃO FOI FORNECIDO NO ENUNCIADO.
AO COLAR NO SEU BANCO, INSIRA AQUI O ARTIGO/INCISO SOBRE DEVERES, PROIBIÇÕES E UTILIZAÇÃO DE INFORMAÇÃO/SIGILO E A PREVISÃO DE APURAÇÃO DISCIPLINAR.)
    

Por que o gabarito é esse:

A conduta descrita é, por natureza, incompatível com deveres de integridade e impessoalidade no serviço público, configurando infração funcional e ética.

Por que as outras estão erradas:

  • A) Favorecimento com informação interna viola deveres básicos do cargo.
  • C) A infração ética/funcional não depende, como regra, de prejuízo demonstrado para existir.
  • D) “Apenas advertência” é minimização sem base no enunciado.
  • E) O fato é apto a ensejar apuração disciplinar (PAD), conforme regime aplicável.

Erro típico FGV:

Exigir “prejuízo comprovado” (C) como se fosse elemento indispensável para infração ética/funcional.

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14. A instauração de processo administrativo disciplinar:

Gabarito: Letra B.

Ruído:

  • Confusão entre PAD e processo judicial.
  • Ideia de “trânsito em julgado” como pré-requisito.

Núcleo decisório:

PAD é procedimento administrativo que deve observar contraditório e ampla defesa.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar o instituto: processo administrativo disciplinar.
  2. Aplicar garantias constitucionais do devido processo no âmbito administrativo.
  3. Marcar alternativa que traz contraditório e ampla defesa.

Palavras-gatilho:

  • processo administrativo disciplinar
  • contraditório
  • ampla defesa

Base normativa literal:

Art. 5º, LV, CF/88: aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral
são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
    

Por que o gabarito é esse:

A Constituição impõe contraditório e ampla defesa também no processo administrativo, inclusive disciplinar.

Por que as outras estão erradas:

  • A) Contraditório não é dispensável.
  • C) PAD não depende de decisão judicial para existir.
  • D) Não depende de provocação do CNJ como regra geral.
  • E) Trânsito em julgado é categoria do processo judicial, não pré-requisito do PAD.

Erro típico FGV:

Tratar PAD como “investigação interna” sem garantias (A).

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15. A aplicação de penalidade ao servidor público:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • Palavra “discricionária” induz a achar que sanção é “livre”.
  • Armadilha “dispensa motivação”.

Núcleo decisório:

Sanção disciplinar exige devido processo legal, com contraditório, ampla defesa e motivação do ato.

Mapa de decisão FGV:

  1. Sanção ao servidor = ato administrativo sancionador.
  2. Ato sancionador exige processo e garantias.
  3. Marcar a alternativa que vincula ao devido processo legal.

Palavras-gatilho:

  • aplicação de penalidade
  • servidor público
  • devido processo legal

Base normativa literal:

Art. 5º, LIV, CF/88: ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal.
Art. 5º, LV, CF/88: ... em processo judicial ou administrativo ... contraditório e ampla defesa...
    

Por que o gabarito é esse:

Penalidade disciplinar priva/afeta direitos (remuneração, cargo, etc.), exigindo devido processo legal no âmbito administrativo.

Por que as outras estão erradas:

  • A) A sanção é vinculada aos fatos e à tipificação; não é “livre”.
  • B) Ato sancionador exige motivação.
  • D) Não depende de homologação judicial como regra.
  • E) Em regra, há vias recursais administrativas conforme regime aplicável.

Erro típico FGV:

Tratar penalidade como ato “interno” sem devido processo (A/B).

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16. Servidor com deficiência tem direito, no exercício da função, a:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • Alternativas que criam “privilégios automáticos” (promoção/estabilidade).
  • Confusão entre adaptação e dispensa de deveres.

Núcleo decisório:

No ambiente de trabalho, o direito é à adaptação razoável para desempenho em igualdade, não a privilégios automáticos.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar instituto-chave: “adaptação razoável”.
  2. Distinguir inclusão/acessibilidade de privilégios funcionais.
  3. Marcar C.

Palavras-gatilho:

  • servidor com deficiência
  • direito
  • adaptação razoável

Base normativa literal:

(TEXTO LITERAL DO DISPOSITIVO DO ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA/LEI 13.146/2015 SOBRE ADAPTAÇÃO RAZOÁVEL NÃO FOI FORNECIDO NO ENUNCIADO.
AO COLAR NO SEU BANCO, INSIRA AQUI O TRECHO LEGAL DEFINITIVO SOBRE “ADAPTAÇÃO RAZOÁVEL”.)
    

Por que o gabarito é esse:

A adaptação razoável é o mecanismo normativo para assegurar igualdade de condições no trabalho, removendo barreiras sem criar vantagens automáticas.

Por que as outras estão erradas:

  • A) Regime jurídico não muda por deficiência.
  • B) Não há dispensa automática de deveres.
  • D) Não existe “estabilidade especial” automática por deficiência.
  • E) Promoção automática contraria critérios objetivos de carreira.

Erro típico FGV:

Confundir inclusão (adaptação razoável) com privilégios funcionais (D/E).

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17. A recusa injustificada de adaptação razoável:

Gabarito: Letra B.

Ruído:

  • “Depende de decisão judicial” tenta deslocar o dever para fora da Administração.
  • “Discricionária” tenta normalizar a recusa.

Núcleo decisório:

Adaptação razoável é dever correlato ao direito; recusa injustificada viola direitos da PcD.

Mapa de decisão FGV:

  1. Localizar a expressão “recusa injustificada”.
  2. Conectar com “adaptação razoável” como direito/dever.
  3. Marcar violação de direitos (B).

Palavras-gatilho:

  • recusa injustificada
  • adaptação razoável
  • violação

Base normativa literal:

(TEXTO LITERAL DA LEI 13.146/2015 SOBRE ADAPTAÇÃO RAZOÁVEL E CONSEQUÊNCIA DA RECUSA INJUSTIFICADA NÃO FOI FORNECIDO NO ENUNCIADO.
AO COLAR NO SEU BANCO, INSIRA AQUI O DISPOSITIVO LEGAL PERTINENTE.)
    

Por que o gabarito é esse:

Se a adaptação razoável é instrumento de igualdade, recusá-la sem justificativa legítima compromete o exercício de direitos em condições equivalentes.

Por que as outras estão erradas:

  • A) Incompatível com a lógica de inclusão e acessibilidade.
  • C) Recusa injustificada não é neutra: restringe direitos.
  • D) O dever não nasce de decisão judicial prévia.
  • E) Não se trata de escolha livre da Administração quando houver necessidade e razoabilidade.

Erro típico FGV:

Tratar adaptação razoável como “favor” condicionado à vontade do gestor (E).

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18. A Lei nº 8.429/92, após a reforma, exige para configuração de improbidade:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • “Culpa ou dolo” reflete modelo antigo/mais amplo que a reforma buscou restringir.
  • “Responsabilidade objetiva” é armadilha clássica.
  • “Dano efetivo sempre” generaliza hipóteses distintas.

Núcleo decisório:

Após a reforma, a improbidade é tratada como conduta dolosa tipificada (não responsabilidade objetiva).

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar “após a reforma” como comando temporal decisivo.
  2. Marcar o elemento subjetivo exigido.
  3. Eliminar objetiva/presunção/culpa ampla.

Palavras-gatilho:

  • após a reforma
  • configuração de improbidade
  • exige
  • dolo

Base normativa literal:

(O ENUNCIADO NÃO TROUXE O DISPOSITIVO LITERAL DA LEI 8.429/92 (COM REDAÇÃO DA LEI 14.230/2021) QUE EXIGE DOLO.
PARA NÃO INVENTAR TEXTO LEGAL, INSIRA AQUI, AO COLAR NO SEU BANCO, O ARTIGO/§ CORRESPONDENTE.)
    

Por que o gabarito é esse:

A banca quer o “corte” pós-reforma: improbidade exige dolo, afastando lógica de responsabilidade objetiva e ampliada por mera culpa.

Por que as outras estão erradas:

  • A) “Culpa” como suficiente é a pegadinha pós-reforma.
  • B) Improbidade não é responsabilidade objetiva.
  • D) Não há presunção geral de má-fé como elemento definidor.
  • E) Nem toda hipótese exige “dano efetivo sempre” como condição universal.

Erro típico FGV:

Marcar (A) por memória antiga, sem respeitar o comando “após a reforma”.

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19. A Lei nº 12.846/13 trata:

Gabarito: Letra B.

Ruído:

  • Troca de foco: servidor/agente político (pessoa física) × pessoa jurídica.
  • Confundir sanção administrativa/civil com “exclusivamente penal”.

Núcleo decisório:

Lei 12.846/13 tem foco na responsabilização da pessoa jurídica por atos contra a Administração, com regime de responsabilidade objetiva.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar o objeto da lei: pessoa jurídica.
  2. Identificar o tipo de responsabilidade: objetiva.
  3. Eliminar alternativas sobre penal de servidor e exclusividade penal.

Palavras-gatilho:

  • Lei 12.846/13
  • responsabilidade objetiva
  • pessoa jurídica

Base normativa literal:

(O ENUNCIADO NÃO TROUXE O TEXTO LITERAL DA LEI 12.846/13.
PARA NÃO INVENTAR TRANSCRIÇÃO, INSIRA AQUI, AO COLAR NO SEU BANCO, O DISPOSITIVO QUE DEFINE A RESPONSABILIZAÇÃO OBJETIVA DA PESSOA JURÍDICA.)
    

Por que o gabarito é esse:

A alternativa B descreve exatamente o núcleo normativo da Lei Anticorrupção: responsabilização da pessoa jurídica por atos lesivos, com regime objetivo.

Por que as outras estão erradas:

  • A) A lei não é “penal de servidores”; o foco é pessoa jurídica.
  • C) Não se limita a agentes políticos.
  • D) Não é lei “apenas de improbidade pessoal”.
  • E) Não trata de sanções exclusivamente penais.

Erro típico FGV:

Confundir Lei 12.846/13 com improbidade/penal de servidor (A/D).

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20. A ética no serviço público:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • Redução da ética à “legalidade estrita”.
  • Transformar ética em “convicção pessoal” (subjetivismo).

Núcleo decisório:

Ética institucional tem padrões objetivos (conduta, integridade, finalidade pública) e não se limita à legalidade formal mínima.

Mapa de decisão FGV:

  1. Separar: legalidade (mínimo) × ética (padrão mais amplo de integridade).
  2. Eliminar extremos: irrelevante, subjetiva, sem sanção.
  3. Marcar a alternativa que reconhece amplitude além da legalidade formal.

Palavras-gatilho:

  • ética
  • serviço público
  • ultrapassa
  • legalidade formal

Base normativa literal:

(O ENUNCIADO NÃO INDICOU O CÓDIGO/ATO ÉTICO ESPECÍFICO A SER TRANSCRITO.
AO COLAR NO SEU BANCO, INSIRA AQUI O DISPOSITIVO DO CÓDIGO DE ÉTICA APLICÁVEL OU NORMA CORRELATA QUE CONSAGRE A ÉTICA COMO PARÂMETRO PARA ALÉM DA LEGALIDADE ESTRITA.)
    

Por que o gabarito é esse:

A alternativa C reflete a leitura institucional: é possível atuar “legalmente” e ainda assim violar padrões éticos (finalidade, impessoalidade, probidade), porque ética exige mais do que o mínimo formal.

Por que as outras estão erradas:

  • A) Ética não se confunde com legalidade: é parâmetro mais amplo.
  • B) Ética pode ter consequências administrativas e disciplinares.
  • D) Ética pública é padrão institucional, não opinião pessoal.
  • E) Pode gerar responsabilização conforme regime aplicável.

Erro típico FGV:

Marcar (A) por achar que “ser ético = cumprir a lei”, ignorando padrões de integridade além do mínimo legal.

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21. Em um comunicado interno de uma instituição pública, divulgado após sucessivas reclamações de usuários sobre demora no atendimento, lê-se: “Reconhecemos que, em determinadas unidades, o fluxo de atendimento tem apresentado variações relevantes, sobretudo em períodos de maior demanda. A Administração já adotou medidas de reorganização, inclusive com realocação de servidores e atualização de procedimentos, para garantir maior eficiência e previsibilidade. Ressalta-se, contudo, que parte das ocorrências decorre de fatores externos, como instabilidades de sistemas de terceiros e aumento sazonal de solicitações. Ainda assim, reafirmamos o compromisso institucional de aprimorar o serviço prestado, com transparência e respeito ao cidadão.” A inferência mais adequada a partir do texto é:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • Reclamações de usuários (contexto emocional que pode induzir a leitura “acusatória”).
  • Trecho sobre “fatores externos” pode induzir o candidato a achar que o texto “se exime” totalmente.

Núcleo decisório:

Inferir a posição institucional combinando: (i) admissão de variações/problemas; (ii) medidas internas já adotadas; (iii) reconhecimento de causas externas; (iv) compromisso de aprimorar.

Mapa de decisão FGV:

  1. Localizar verbos de admissão: “Reconhecemos... variações relevantes”.
  2. Localizar medidas internas: “já adotou medidas... realocação... atualização”.
  3. Localizar causas externas: “parte... decorre de fatores externos”.
  4. Localizar compromisso: “reafirmamos o compromisso... aprimorar”.
  5. Escolher a alternativa que reúne os quatro pontos, sem exagerar.

Palavras-gatilho:

  • Reconhecemos
  • já adotou medidas
  • contudo / Ainda assim
  • compromisso institucional

Base normativa literal:

Inferência textual: conclusão lógica construída a partir de informações explícitas do texto,
sem extrapolar para afirmações não ditas (evita-se “exclusivamente”, “integralmente”, “nega”, “não há possibilidade”).
    

Por que o gabarito é esse:

A alternativa C sintetiza exatamente o que o texto faz: admite problemas, distribui causas (internas e externas) e reafirma compromisso de melhoria.

Por que as outras estão erradas:

  • A) O texto não diz “exclusivamente” internas; ao contrário, menciona fatores externos.
  • B) “Eximir-se integralmente” contraria “já adotou medidas” e “reafirmamos o compromisso”.
  • D) O texto afirma variações relevantes; não nega.
  • E) Há promessa de aprimorar; não há afirmação de impossibilidade.

Erro típico FGV:

Confundir a menção a “fatores externos” com “fuga total de responsabilidade” (marcar B).

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22. Leia o trecho de uma nota técnica anexada a um expediente administrativo: “O fortalecimento de rotinas padronizadas e o registro consistente de movimentações não são mera formalidade burocrática: constituem o alicerce mínimo para que a tramitação seja previsível, auditável e controlável. Se a organização do trabalho é condição para a transparência, também o é para a proteção de direitos, pois reduz o espaço para decisões improvisadas e para privilégios informais. Nesse sentido, a eficiência não se contrapõe ao controle; ao contrário, depende dele.” A tese central defendida no texto é:

Gabarito: Letra B.

Ruído:

  • Palavra “burocrática” pode induzir a achar que o autor critica a burocracia (A), mas ele faz o oposto: ressignifica.
  • Menções a transparência e eficiência podem levar a alternativas “exclusivas” (D) ou “sem controle” (C), que o texto nega.

Núcleo decisório:

Tese = ideia defendida: rotinas padronizadas + registro consistente são base de previsibilidade, auditabilidade, controle e proteção de direitos; eficiência depende de controle.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar a frase-definição do texto (“não são mera formalidade... constituem o alicerce mínimo”).
  2. Ver o encadeamento: padronização → previsível/auditável/controlável → transparência/proteção de direitos → eficiência depende de controle.
  3. Escolher a alternativa que resume esse eixo, sem distorcer.

Palavras-gatilho:

  • não são mera formalidade
  • alicerce mínimo
  • previsível, auditável e controlável
  • eficiência... depende dele

Base normativa literal:

Tese central (texto argumentativo): proposição principal defendida pelo autor, sustentada por argumentos.
Ela costuma aparecer em frases generalizantes (“X constitui alicerce”, “X é condição”, “ao contrário, depende”).
    

Por que o gabarito é esse:

B é a única que condensa o núcleo sem inventar exclusividade, sem negar controle e sem contrariar o sentido global.

Por que as outras estão erradas:

  • A) O texto não trata burocracia como obstáculo inevitável; diz que padronização e registros são alicerce.
  • C) O texto afirma o contrário: eficiência depende de controle.
  • D) Não há “exclusivamente tecnologia”; há foco em rotinas e registros.
  • E) O texto critica decisões improvisadas e privilégios informais; não as defende.

Erro típico FGV:

Marcar A por reagir à palavra “burocrática”, ignorando o trecho “não são mera formalidade”.

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23. Em relatório de gestão, encontra-se o seguinte trecho: “Nos últimos meses, ampliamos a oferta de canais digitais e reorganizamos o atendimento presencial. Por exemplo, unidades que tinham triagem informal passaram a adotar critérios públicos e objetivos. Além disso, a publicação de indicadores mensais permitiu que a sociedade acompanhasse o desempenho do serviço. Essas medidas não eliminam todos os problemas, mas tornam a gestão menos vulnerável a pressões episódicas e a soluções casuísticas.” No texto, a função do exemplo (“Por exemplo…”) é:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • “Por exemplo” pode ser confundido com digressão (D), mas aqui ele exemplifica a reorganização.
  • “Prova definitiva” (E) é exagero típico: exemplo não prova definitivamente; ilustra.

Núcleo decisório:

Função discursiva do exemplo: tornar concreto o que foi afirmado (reorganização/medidas) por um caso específico (triagem informal → critérios públicos e objetivos).

Mapa de decisão FGV:

  1. Localizar o “Por exemplo” e ver a que ele se conecta (reorganizamos o atendimento presencial).
  2. Ver a natureza do trecho seguinte: caso específico que materializa a medida.
  3. Escolher a alternativa que descreve “ilustrar/concretizar” a tese.

Palavras-gatilho:

  • Por exemplo
  • passaram a adotar critérios
  • além disso

Base normativa literal:

Exemplo em texto argumentativo: recurso de exemplificação que concretiza uma afirmação geral,
mostrando aplicação prática, sem substituir a tese nem criar contra-argumento.
    

Por que o gabarito é esse:

O exemplo mostra, na prática, como a reorganização ocorreu: troca de triagem informal por critérios públicos e objetivos.

Por que as outras estão erradas:

  • A) O exemplo não substitui a tese; ele a sustenta.
  • B) Não há oposição; há reforço.
  • D) O exemplo é pertinente ao tema, não desvio.
  • E) Exemplo não encerra raciocínio como “prova incontestável”; ele ilustra.

Erro típico FGV:

Confundir “exemplo” com “prova definitiva” e cair no exagero (E).

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24. Em parecer interno, lê-se: “É preciso distinguir a urgência real daquela construída por mera conveniência. Quando o pedido se sustenta apenas na ansiedade do solicitante, sem elementos objetivos, a Administração não deve converter o excepcional em regra. O tratamento igualitário pressupõe critérios, porque o privilégio informal de hoje vira a desigualdade institucional de amanhã.” O mecanismo de coesão que melhor explica a relação entre as duas últimas frases é:

Gabarito: Letra B.

Ruído:

  • O texto tem contrastes (urgência real × conveniência; excepcional × regra), mas a pergunta é sobre as duas últimas frases.
  • Armadilha de confundir “coesão” com “opinião”: aqui é conectivo explícito.

Núcleo decisório:

Relação entre as duas últimas frases é explicada pelo conectivo “porque”, que introduz causa/justificativa para a necessidade de critérios.

Mapa de decisão FGV:

  1. Isolar as duas últimas frases: “O tratamento igualitário pressupõe critérios, porque...”
  2. Identificar o elemento de coesão: conjunção “porque”.
  3. Classificar a relação: causal/explicativa (justificativa do enunciado anterior).
  4. Marcar a alternativa que nomeia essa função.

Palavras-gatilho:

  • pressupõe critérios
  • porque
  • vira

Base normativa literal:

Coesão por conectivo: “porque” introduz relação de causa/explicação, funcionando como justificativa
do que foi afirmado na oração anterior.
    

Por que o gabarito é esse:

“Porque” explica por que critérios são necessários: para evitar que o privilégio informal se transforme em desigualdade institucional.

Por que as outras estão erradas:

  • A) Há contraste no texto, mas a ligação pedida é causal/explicativa entre as duas últimas frases.
  • C) Não há enumeração de exemplos independentes; há justificativa causal.
  • D) Não há repetição redundante como recurso central.
  • E) Não há pronome sem antecedente que gere ambiguidade como mecanismo principal.

Erro típico FGV:

Marcar A por enxergar “antônimos” no texto inteiro e esquecer que a questão recorta as duas últimas frases.

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25. Leia o trecho: “A padronização de rotinas não elimina a autonomia técnica; apenas delimita seu exercício. A autonomia sem limites tende a produzir decisões incoerentes entre setores, o que fragiliza a confiança do usuário. Por isso, ao se estabelecer um procedimento comum, protege-se não apenas o serviço, mas também o agente público, que passa a atuar com parâmetros verificáveis.” A progressão argumentativa do texto se organiza, predominantemente, por:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • O texto tem termos técnicos, mas não é “definições isoladas” (B): há encadeamento.
  • Não há narrativa temporal nem diálogo (A/E).

Núcleo decisório:

Estrutura argumentativa: (1) tese inicial (padronização delimita autonomia); (2) risco/efeito (autonomia sem limites → incoerência → fragiliza confiança); (3) conclusão/solução introduzida por “Por isso”.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar a afirmação inicial (primeira frase).
  2. Localizar consequência negativa (segunda frase).
  3. Confirmar marcador conclusivo (“Por isso”) e ler a proposta/resultado (terceira frase).
  4. Escolher o esquema que corresponde a esse movimento.

Palavras-gatilho:

  • tende a produzir
  • o que fragiliza
  • Por isso
  • protege-se

Base normativa literal:

Progressão argumentativa: organização do raciocínio em sequência lógica (tese/afirmação → consequências → conclusão),
com marcadores conclusivos como “por isso”, “logo”, “portanto”.
    

Por que o gabarito é esse:

A alternativa C descreve exatamente a arquitetura do parágrafo, explicitamente marcada por “Por isso”.

Por que as outras estão erradas:

  • A) Não há sequência cronológica de fatos.
  • B) Há encadeamento causal e conclusão; não são definições soltas.
  • D) Não há metáforas que substituam a tese; o texto é direto.
  • E) Não há perguntas/respostas.

Erro típico FGV:

Ignorar o marcador “Por isso” e tratar o texto como mera explicação conceitual (B).

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26. Em comunicado interno, consta: “Reitera-se que toda solicitação deve observar os canais adequados. Ainda que a prática de encaminhar pedidos diretamente a servidores específicos seja conhecida e, em alguns setores, considerada ‘mais rápida’, ela compromete o controle e dificulta a rastreabilidade dos atos. Por essa razão, solicitações que não observarem o fluxo regular poderão sofrer atraso na tramitação.” O trecho entre aspas (“mais rápida”) sugere:

Gabarito: Letra D.

Ruído:

  • A expressão “mais rápida” pode enganar como elogio, mas o restante do período condena a prática (“compromete o controle”).
  • Aspas podem ser confundidas com citação neutra; aqui funcionam como distanciamento avaliativo.

Núcleo decisório:

Aspas sinalizam distanciamento/relativização do termo: a “vantagem” é apenas suposta, pois a prática informal é criticada em seguida.

Mapa de decisão FGV:

  1. Observar as aspas: marca de tratamento especial do termo (“suposta rapidez”).
  2. Checar o entorno: “ela compromete o controle e dificulta a rastreabilidade”.
  3. Concluir: o redator não endossa; critica e distancia.
  4. Selecionar a alternativa que traduz esse efeito.

Palavras-gatilho:

  • ainda que
  • considerada “mais rápida”
  • compromete
  • por essa razão

Base normativa literal:

Aspas em uso expressivo (não-citativo): podem indicar distanciamento, ironia, ressalva ou relativização
do termo empregado, especialmente quando o contexto o critica ou problematiza.
    

Por que o gabarito é esse:

O texto trata a “rapidez” como alegação corrente, mas logo aponta efeitos negativos; as aspas reforçam a ideia de “suposta vantagem”.

Por que as outras estão erradas:

  • A) O período seguinte critica a prática; não há elogio.
  • B) Não é neutralidade: há reprovação explícita.
  • C) Há reprovação, não aprovação institucional.
  • E) Não há contradição que invalide; há concessão (“ainda que”) seguida de crítica.

Erro típico FGV:

Marcar A por ler só “mais rápida” e ignorar “compromete o controle”.

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27. Leia: “A transparência não é um adorno retórico: é um método de trabalho. Ao publicar critérios, reduz-se a margem de arbitrariedade. Ao registrar movimentações, assegura-se auditabilidade. Ao organizar filas e prioridades, evita-se que preferências pessoais se imponham aos direitos.” A relação semântica predominante na sequência “Ao…, Ao…, Ao…” é:

Gabarito: Letra B.

Ruído:

  • Repetição de “Ao” pode ser confundida com condição (E), mas não é hipótese: são ações concretas.
  • Não há oposição nem invalidação entre frases (C/D).

Núcleo decisório:

Sequência paralelística (“Ao + verbo”) lista medidas e seus efeitos, funcionando como exemplificação do “método de trabalho”.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar a estrutura repetida: “Ao publicar... / Ao registrar... / Ao organizar...”.
  2. Ver a função: enumeração encadeada de ações concretas com efeitos.
  3. Marcar a alternativa que nomeia paralelismo e exemplificação.

Palavras-gatilho:

  • Ao publicar
  • Ao registrar
  • Ao organizar

Base normativa literal:

Paralelismo sintático: repetição de estrutura gramatical para organizar enumeração de ações/ideias,
frequentemente com função de exemplificação e reforço argumentativo.
    

Por que o gabarito é esse:

O texto exemplifica o que é “transparência como método”: uma série de práticas concretas descritas em paralelo.

Por que as outras estão erradas:

  • A) Não há concessão (não aparece “embora”, “ainda que” etc.).
  • C) As frases se somam; nenhuma invalida a outra.
  • D) Não há contradição; há acumulação.
  • E) Não é hipótese remota; são ações apresentadas como método efetivo.

Erro típico FGV:

Interpretar “Ao...” como condição hipotética e marcar E, ignorando o caráter enumerativo.

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28. Em nota justificativa, lê-se: “Se o controle é condição para evitar privilégios, é também condição para preservar a credibilidade do próprio órgão. Sem credibilidade, qualquer medida de reorganização vira mero gesto formal.” O texto pressupõe que:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • O “Se...” pode levar a leitura de condição formal e esquecer a consequência sobre “efetividade”.
  • Alternativas absolutas (“sempre”, “exclusivamente”) são típicas pegadinhas.

Núcleo decisório:

Pressuposto: credibilidade é fator que sustenta a efetividade das medidas; sem credibilidade, reorganização vira “gesto formal”.

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar a frase-chave: “Sem credibilidade, qualquer medida... vira mero gesto formal.”
  2. Converter em pressuposto: credibilidade condiciona a eficácia percebida/real das medidas.
  3. Escolher a alternativa que expressa exatamente isso.

Palavras-gatilho:

  • condição
  • credibilidade
  • Sem credibilidade
  • mero gesto formal

Base normativa literal:

Pressuposto textual: informação tomada como base pelo enunciador, necessária para sustentar a conclusão.
Aqui: “sem credibilidade, a medida vira gesto formal” pressupõe que a credibilidade dá efetividade/força às medidas.
    

Por que o gabarito é esse:

C traduz o que está implícito: a credibilidade institucional influencia se as medidas de reorganização têm impacto ou viram formalidade.

Por que as outras estão erradas:

  • A) O texto não diz que é inútil “mesmo com credibilidade”; diz o contrário ao enfatizar “sem credibilidade”.
  • B) Não há incompatibilidade; fala-se de controle como condição positiva.
  • D) O texto admite risco de privilégios (“evitar privilégios”).
  • E) Não há menção a campanhas publicitárias, muito menos exclusividade.

Erro típico FGV:

Cair em alternativas absolutas (A/E) ignorando o recorte “Sem credibilidade...”.

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29. Trecho: “É compreensível que demandas urgentes provoquem pressão por respostas imediatas. Entretanto, quando a urgência é afirmada sem elementos objetivos, o que se pede não é prioridade: é preferência. E a preferência, quando institucionalizada, transforma o atendimento em loteria.” A conclusão lógica do trecho é:

Gabarito: Letra C.

Ruído:

  • A abertura “é compreensível” pode fazer o candidato achar que o texto endossa urgência sempre (A/B).
  • “Pressão por respostas imediatas” pode induzir a achar que a Administração deve ignorar pressão (D), mas o texto não conclui isso.

Núcleo decisório:

Distinção conceitual: urgência sem elementos objetivos = “preferência”, não “prioridade”; institucionalizar preferência transforma atendimento em “loteria” (quebra de isonomia).

Mapa de decisão FGV:

  1. Captar o giro argumentativo: “Entretanto”.
  2. Localizar a definição: “não é prioridade: é preferência”.
  3. Localizar a consequência: preferência institucionalizada → loteria.
  4. Concluir: prioridade depende de critérios objetivos; preferência informal destrói igualdade.

Palavras-gatilho:

  • Entretanto
  • sem elementos objetivos
  • não é prioridade: é preferência
  • transforma... em loteria

Base normativa literal:

Conclusão lógica: resultado inferido do encadeamento argumentativo (definição + consequência),
sem contrariar marcadores como “entretanto” e sem absolutizar a tese (“sempre”, “toda”).
    

Por que o gabarito é esse:

C resume a tese: prioridade é legítima quando fundada em critérios objetivos; “preferência” sem critérios compromete isonomia (vira loteria).

Por que as outras estão erradas:

  • A) O texto critica urgência afirmada sem critérios; não defende atendimento sempre imediato.
  • B) “Presumida verdadeira” contraria “sem elementos objetivos”.
  • D) O texto não conclui irrelevância da pressão; ele critica a “preferência” sem base.
  • E) O texto não rejeita prioridade; exige critérios.

Erro típico FGV:

Ignorar o “Entretanto” e marcar B (leitura ingênua de urgência como prioridade automática).

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30. Em relatório de auditoria, lê-se: “O problema não está apenas no atraso, mas na imprevisibilidade: quando não se sabe qual pedido ‘anda’ e qual ‘encalha’, a percepção de justiça se deteriora. Medidas pontuais podem reduzir filas em um mês, mas sem consistência de rotinas elas apenas deslocam o gargalo. Governar é escolher critérios e sustentá-los, inclusive quando são impopulares.” A estratégia discursiva predominante do texto é:

Gabarito: Letra B.

Ruído:

  • Expressões como “percepção de justiça” podem parecer emotivas (E), mas o texto argumenta com causa e consequência.
  • Há linguagem de auditoria, o que pode enganar como “neutra” (A), mas há juízo normativo no final.

Núcleo decisório:

Estratégia: (i) contraste “não apenas atraso, mas imprevisibilidade”; (ii) crítica a medidas pontuais; (iii) conclusão normativa (“Governar é escolher critérios e sustentá-los”).

Mapa de decisão FGV:

  1. Identificar o contraste explícito (“não está apenas..., mas...”): atraso × imprevisibilidade.
  2. Identificar argumento de limitação (“medidas pontuais... apenas deslocam”).
  3. Identificar a conclusão normativa/definidora (“Governar é...”).
  4. Escolher a alternativa que nomeia contraste + conclusão normativa.

Palavras-gatilho:

  • não apenas... mas
  • imprevisibilidade
  • mas
  • Governar é

Base normativa literal:

Estratégia discursiva: modo predominante de construção do argumento.
Contraste (“não apenas X, mas Y”) destaca o verdadeiro foco; conclusão normativa generaliza e prescreve conduta (“X é...”, “deve...”).
    

Por que o gabarito é esse:

O texto estrutura a tese por contraste (atraso vs imprevisibilidade) e fecha com uma prescrição/definição de governar (conclusão normativa).

Por que as outras estão erradas:

  • A) Não é isento: há avaliação (“problema”, “se deteriora”, “apenas deslocam”) e prescrição final.
  • C) Não há “eu”, memória ou autobiografia.
  • D) Há conexão prática e causal; não são definições soltas.
  • E) Há argumentação racional (contraste, causa, consequência), não apelo emotivo puro.

Erro típico FGV:

Marcar A por confundir “tom institucional” com neutralidade, ignorando a conclusão normativa (“Governar é...”)